Eficaz ação cicatrizante e adjuvante ao envelhecimento dos Fatores de Crescimento

Compartilhe esse Artigo
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Os fatores de crescimento epidérmico e fibroblástico (EGF e FGF) são proteínas que desempenham um importante papel na regeneração e proliferação das células da pele. Estes fatores aumentam a proliferação celular e o acúmulo de colágeno Tipo 1α no tecido da pele. Além disso, eles inibem os danos na pele causados pela radiação UV e melhoram a aparência da pele com rugas, podendo estes serem potenciais para uso em cosméticos (AN, et al., 2013)

EGF foi uma das primeiras moléculas sinalizadoras isoladas, e foi nomeada devido a sua capacidade de acelerar a diferenciação epidérmica (Cohen, 1972), e tronou-se um paradigma para estudos de sinalização intracelular e extracelular. O EGF ao ligar ao seu receptor (REGF), causa a dimerização do receptor, com consequente ativação de quinases citoplasmáticas. A quinase ativada inicia uma série de cascatas de transdução de sinal de fosforilação de proteínas, resultando na ativação de fatores de transcrição que regulam a expressão de muitos genes (BLUMEMBERG, 2013).

EGF promove a sobrevivência celular, proliferação, migração quimiotática e suprime a diferenciação terminal, inibe a apoptose, etc (BLUMEMBERG, 2013).

 

Uso em formulações cosméticas

Os fibroblastos da derme são células primárias responsáveis pela síntese e remodelação da matriz extracelular na pele humana. O colágeno Tipo II e o ácido hialurônico são os principais componentes que possuem papeis na fibrose da pele, cicatrização de feridas, remodelação de tecidos, bem como o envelhecimento da pele (KIM et al., 2014).

Estudiosos mostraram que Fatores de crescimento derivados de plaquetas (PDGF)-AA, PDGF-BB, EGF, fator de crescimento transformador (TGF)-β1, MCP-1, IP-10, IL-1α, IL-1β e Il-15, são efetivos em estimular a produção de colágeno tipo II e ácido hialurônico. Por outro lado, IL-10 e IFN-α causam significativa redução da produção de colágeno tipo II, e IL-8 e GM-CSF causam diminuição da produção de ácido hialurônico. Logo, estes fatores podem ser utilizados em cosméticos para manter a pele jovem por meio do aumento da matriz extracelular (KIM et al., 2014).

O fator EGF tem também sido usado em cosméticos para clareamento da pele e para prevenção de hiperpigmentação pós inflamatória, presumivelmente acelerando a cicatrização de feridas e renovação celular. Um estudo realizado in vitro, constatou que o EGF reduziu a produção de melanina dos melanócitos de ratos (YUN et al., 2013).

Cicatrização e Prevenção de Quelóides e Cicatrização hipertrófica

Um estudo realizado com pacientes com pé diabéticos, avaliou a cicatrização com EGF em gel e curativo, comparando com o controle. Em cada grupo participaram 20 pacientes. O tratamento foi conduzido por 8 semanas ou até a cicatrização da úlcera, e avaliado nas semanas 1, 3, 5 e 8. Após a primeira semana 90% do grupo tratado e 30% do controle apresentaram redução da ferida e aumento da proliferação do tecido de granulação. Após a oitava semana de estudo, 80% dos pacientes apresentaram resposta completa ao EGF, e o grupo controle 35%. A resposta a cicatrização completa foi diagnosticada, em alguns pacientes, nas primeiras 5 semanas (Figura 1) (SINGLA et al., 2012).

 

Figura 11

Estudiosos avaliaram a capacidade do fator de crescimento epidérmico (EGF) transfectado com genes de células tronco mesenquimais, na migração e proliferação de fibroblastos. Houve aumento da expressão dos genes de EGF e a viabilidade dos fibroblastos tratados com EGF, comparado ao grupo não tratado, além do aumento da migração das células. Houve também aumento das moléculas de adesão celular (N-caderina, β-catequina). Estes resultados implicam que o EGF pode contribuir para melhorar a cicatrização de ferimentos, pelo aumento da adesão celular, efeitos dinâmicos, migração e proliferação de fibroblastos (YOU, NAM  , 2013).

Durante o processo de cicatrização de feridas, podem ocorrer a formação de queloides e cicatrizes hipertróficas. Estes são, clinicamente, caracterizados pela deposição de colágeno na derme e no tecido subcutâneo. Esse processo é regulado por citocinas e fatores de crescimento como o Fator de Crescimento Transformador (TGF)-β, Fator de crescimento Epidérmico (EGF), fator de Crescimento Fibroblástico (FGF) e fator de Crescimento Derivado de Plaquetas (PDGF) (GRIEB et al., 2011). Durante a embriogênese o FGF desenvolve um papel chave na proliferação, migração e diferenciação celular. No tecido adulto, o FGF possui vários efeitos, incluindo mediação da angiogênese e neuroproteção, possui os mesmos efeitos no processo de cicatrização. O bFGF é um potente mitógeno e quimiotático de células endoteliais, fibroblastos e queratinócitos. bFGF estimula o metabolismo, crescimento da matriz extracelular e o movimento de células mesodérmicas. Logo, bFGF acelera a cicatrização da pele e feridas crônicas. Diminui a formação de cicatriz (Figura 2), devido a diminuição da síntese de colágenos tipo I e II (Figura 3) (SHI et al., 2013).

figura 222

figura 3

Fórmulas: Click Aqui

Conforme a RDC23/2008, art. 36 – Para a divulgação de informações sobre medicamentos manipulados é facultado às farmácias o direito de fornecer, exclusivamente aos profissionais habilitados a prescrever.

Para acessar as fórmulas é necessário solicitar a senha pelo e-mail [email protected] ou para um de nossos Farmacêuticos.

A senha será liberada exclusivamente para profissionais habilitados a prescrever.

 

Referências:

An JJ, Eum WS, Kwon HS, Koh JS, et al. Protective effects of skin permeable epidermal and fibroblast growth factor against ultraviolet-induced skindamage and human skin wrinkles. J Cosmet Dermatol. 2013 Dec;12(4):287-95. doi: 10.1111/jocd.12067.

Beenken A, Mohammadi M (2009) The FGF family: biology, pathophysiology and therapy. Nat Rev Drug Discov 8: 235–253.

Blumemberg M. Profiling and metaanalysis of epidermal keratinocytes responses to epidermal growth factor. BMC Genomics. 2013 Feb 8;14:85. doi: 10.1186/1471-2164-14-85.

Cohen S. Isolation of a mouse submaxillary gland protein accelerating incisor eruption and eyelid opening in the new-born animal. J Biol Chem. 1962;237:1555–1562.

Grieb G, Steffens G, Pallua N, Bernhagen J, Bucala R (2011) Circulating fibrocytes–biology and mechanisms in wound healing and scar formationInt Rev Cell Mol Biol 291: 1–19.

Kim MS, Song HJ, Lee SW, Lee CK. Comparative study of various growth factors and cytokines on type I collagen and hyaluronan production in human dermal fibroblasts. J Cosmet Dermatol. 2014 Mar;13(1):44-51. doi: 10.1111/jocd.12073.

Singla S, Kumar A, Singla M. Role of epidermal growth factor in healing of diabetic foot ulcers. Indian J Surg. 2012 Dec;74(6):451-5. doi: 10.1007/s12262-012-0447-2. Epub 2012 May 1.

Shi XS, Lin C. Lin BB, Wang ZG, Zhang HY, et al. The anti-scar effects of basic fibroblast growth factor on the wound repair in vitro and in vivo. PLoS One. 2013;8(4):e59966. doi: 10.1371/journal.pone.0059966. Epub 2013 Apr 2.

You DH, Nam MJ. Effects of human epidermal growth factor gene-transfected mesenchymal stem cells on fibroblast migration and proliferation. Cell Prolif. 2013 Aug;46(4):408-15. doi: 10.1111/cpr.12042.

Yun WJ, Bang SH, Min KH, Kin SW, Lee MW, Chang SE. Epidermal growth factor and epidermal growth factor signaling attenuate laser-induced melanogenesis. Dermatol Surg. 2013 Dec;39(12):1903-11. doi: 10.1111/dsu.12348. Epub 2013 Oct 17.

Deixe uma resposta

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.