Melatonina já disponível no Brasil

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Finalmente a  melatonina poderá ser comercializada no Brasil. Produto que reconhecidamente modula e melhora a qualidade do sono.

Alguns dos benefícios da Melatonina:

  • Regula o ritmo circadiano (PANDI-PERUMAL et al.,2008; COMAI, GOBBI, 2014; EMET et al., 2016);
  • Regula o gasto de energia e a massa corporal (EKMEKCIOGLU, 2006)
  • Auxilia o desenvolvimento durante a puberdade (PANDI-PERUMAL et al.,2008);
  • Controla a postura e o equilíbrio corporal, além das atividades motoras (PANDI-PERUMAL et al.,2008; UZ et al.,2005);
  • Regula a memória, ativando diretamente neurônios do hipocampo (COMAI & GOBBI, 2014);
  • Ação antidepressiva, ansiolítica e antineofóbica (UZ et al.,2005);
  • Ação neuroprotetora (UZ et al.,2005);
  • Anti-inflamatório, analgésico e Antioxidante (LY et al., 2013; COMAI e GOBBI, 2014);
  • Regula a secreção do hormônio libertador de gonadotrofina e estimula produção de progesterona (DUBOCOVICH et al.,2003);
  • Regula a adaptação da retina para baixas intensidades de luz (EKMEKCIOGLU, 2006);
  • Reduz pressão sanguínea (EKMEKCIOGLU, 2006);
  • Modula os processos de transporte de íons e a motilidade no trato gastrointestinal (EKMEKCIOGLU, 2006).

O que é a Melatonina:

A melatonina é um hormônio lipofílico, derivado do triptofano e amplamente distribuída pelo  corpo humano. Esse hormônio é secretado pela glândula pineal, principalmente durante a noite, agindo como molécula de sinalização, sinalizando ao organismo se é dia ou noite ( TAN et al.,2015; EKMEKCIOGLU, 2006).

Como uma molécula de sinalização, a produção de melatonina também exibe mudanças sazonais. Durante o inverno, o pico noturno de melatonina permanece por um período maior devido as noites mais longas, enquanto que no verão, o pico noturno é menor (TAN et al.,2015).

Outra  característica  marcante, é sua capacidade antioxidante. Como se trata de um antioxidante natural. Sua síntese é induzida em organismos sob o stress oxidativo, o tornando mais adequado como um antioxidante para proteger os organismos de condições estressantes.Patologias desencadeadas ou pioradas por  radicais livres, como doenças neurodegenerativas são amenizadas pela presença de melatonina e sua ação neuroprotetora (EKMEKCIOGLU, 2006; EMET et al., 2016;TAN et al.,2015).

A concentração de melatonina também varia de acordo com a idade, recém nascidos não tem a glândula pineal bem desenvolvida e por isso não produzem melatonina, porem, podem adquirir por meio do leite materno, consequentemente, bebes com alimentação a base de leite materno dormem melhor do que os que utilizam leite industrializado. A produção da melatonina aumenta rapidamente dos 2 aos 4 anos e durante a fase jovem os picos noturnos permanece em uma especie de platô, mas em seguida começam a cair significativamente. Essa diminuição de melatonina é considerado um fator de risco para varias doenças neurodegenerativa, como o Alzheimer (BUBENIK & KONTUREK, 2011).

grafico

Fonte: BUBENIK & KONTUREK, 2011

Mecanismo de ação

A melatonina exerce suas atividades por mais de um mecanismo de ação, e dentre eles, o principal é sua capacidade de se ligar a receptores específicos em membranas plasmáticas celulares (MT1 e MT2), essas ligações são capazes por exemplo, de desencadear os efeitos relacionados ao ciclo circadiano (EKMEKCIOGLU, 2006; EMET et al., 2016).

Um outro mecanismo também envolve ligação a receptores, porém, receptores intracelulares, como a calmodulina (proteína que se liga ao cálcio), antagonizando o Ca2+, o que pode levar ao efeito antiproliferativo de células cancerígenas (EKMEKCIOGLU, 2006; EMET et al., 2016).

Fórmulas: Clique aqui

Conforme a RDC23/2008, art. 36 – Para a divulgação de informações sobre medicamentos manipulados é facultado às farmácias o direito de fornecer, exclusivamente aos profissionais habilitados a prescrever.

Para acessar as fórmulas é necessário logar

Referências:

  1. Bubenik GA1, Konturek SJ. Melatonin and aging: prospects for human treatment. J Physiol Pharmacol. 2011 Feb;62(1):13-9.
  2. Comai S, Gobbi G.Unveiling the role of melatonin MT2 receptors in sleep, anxiety and other neuropsychiatric diseases: a novel target in psychopharmacology. J Psychiatry Neurosci. 2014 Jan;39(1):6-21.
  3. Dubocovich ML, Rivera-Bermudez MA, Gerdin MJ, Masana MI. Molecular pharmacology, regulation and function of mammalian melatonin receptors. Front Biosci. 2003 Sep 1;8:d1093-108.
  4. Ekmekcioglu C. Melatonin receptors in humans: biological role and clinical relevance. Biomed Pharmacother. 2006 Apr;60(3):97-108. Epub 2006 Feb 20.
  5. Emet M, Ozcan H, Ozel L, Yayla M, Halici Z, Hacimuftuoglu A. A Review of Melatonin, Its Receptors and Drugs. Eurasian J Med. 2016 Jun;48(2):135-41.
  6. Li DY , Smith DG , Hardeland R , Yang MY , Xu HL , Zhang L , Yin HD , Zhu Q.A melatonina genes de receptores em vertebrados. Int J Mol Sci 2013 maio 27; 14 (6): 11208-23.
  7. Pandi-Perumal SR, Trakht I, Srinivasan V, Spence DW, Maestroni GJ, Zisapel N, Cardinali DP. Physiological effects of melatonin: role of melatonin receptors and signal transduction pathways. Prog Neurobiol. 2008 Jul;85(3):335-53.
  8. Tan DX, Manchester LC, Esteban-Zubero E, Zhou Z, Reiter RJ. Melatonin as a Potent and Inducible Endogenous Antioxidant: Synthesis and Metabolism. Molecules. 2015 Oct 16;20(10):18886-906.
  9. Uz T1, Arslan AD, Kurtuncu M, Imbesi M, Akhisaroglu M, Dwivedi Y, Pandey GN, Manev H. The regional and cellular expression profile of the melatonin receptor MT1 in the central dopaminergic system. Brain Res Mol Brain Res. 2005 May 20;136(1-2):45-53.

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