Pigmerise : Novo Ativo para o Tratamento de Hipocromias e Acromias

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PigmeriseTM

O que é:

  • Fitocomplexo natural, derivado de pimenta preta (Piper nigrum L.), também conhecida como pimenta do reino, em óleo resina, padronizado com alta concentração de alcaloides e óleos voláteis, representa um grande avanço sobre os atuais tratamentos de primeira escolha para Vitiligo, como psoralenos e quelinas.
  • Pigmerise™ estimula a proliferação de melanócitos, além de proteger o DNA celular, e, por isso, não desencadeia o risco de desenvolvimento de melanoma.
  • A piperina, é o principal alcaloide encontrado na fruta de Piper nigrum L, e é capaz e estimular a replicação de melanócitos e induz a formação de dendritos melanocítico in vitro (SOUMYANATH et al.,2006; FAAS et al.,2008).

Propriedades:

  • Promove aumento da pigmentação cutânea, com ou sem fototerapia (SOUMYANATH et al.,2006).
  • Não apresenta ligação ao DNA celular (SOUMYANATH et al.,2006).
  • Protege contra a oxidação induzida pela radiação ultravioleta (MISHRA et al.,2011).
  • Protege contra melanoma (NEEL et al., 2014).

Indicações:

  • Vitiligo.
  • Hipopigmentação causada por luz pulsada intensa (IPL).
  • Hipomelanose iatrogênica.
  • Hipomelanose gutata idiopática (sardas brancas).
  • Ptiríase versicolor.

Fonte: SOUMYANATH et al.,2006.

Estudos sobre o Pigmerise:

Os melanócitos são células dendríticas produtoras de pigmentos localizados dentro da camada basal da epiderme e na matriz dos folículos pilosos. A melanina é sintetizada no interior de organelas conhecidos como melanossomas, que são transferidos através de dendritos melanocíticos epidérmico de queratinócitos, resultando na pigmentação da pele de mamíferos. Os efeitos estimulantes da piperina sobre a proliferação destes melanócitos e os dendritos, a tornou um potencial tratamento para vitiligo (SOUMYANATH et al.,2006 FAAS et al.,2008)

A radiação UVA (320-400 nm) já é utilizada para o tratamento de vitiligo, em conjunto com psoralenos, que formam fotomoléculas monofuncionais e bifuncionais com o DNA celular após a exposição aos raios UVA, este processo estimula a replicação de melanócitos e melanogênese. Ao contrário de psoralenos, a piperina é capaz de induzir a proliferação in vitro de melanócitos, mesmo na ausência de radiação UV, possivelmente por um mecanismo que envolve a estimulação de proteína quinase C (MISHRA et al.,2011).

Recentes evidencias sugerem que ingestão de extrato frutífero da Piper nigrum ou de seu principal alcaloide, a piperina, é capaz de estimular em quase 300% a proliferação de melanócitos em células de ratos depois de 8 dia de tratamento in vitro. Os dois também são capazes de aumentar  o número e o tamanho das células dendriticas (FAAS et al.,2008).

O tratamento tópico de ratos com piperina estimula o desenvolvimento de pigmentação da pele in vivo após quatro ou mais semana de aplicação tópica contínua. Esta constatação in vivo correlaciona-se bem com estudos anteriores in vitro (FAAS et al.,2008).

Imagem1

Fonte: FAAS et al.,2008 – British Journal of Dermatology

Estudos com animais tratados com piperina antes da exposição a radiação ultravioleta mostraram uma pigmentação mais rápida do que aqueles tratados com a exposição radiação ultravioleta ou com o composto sozinho. Estes resultados destacam o potencial deste composto como novo tratamento para o vitiligo. Portanto, complementar a radiação ultravioleta com o PigmeriseTM pode ser um meio de reduzir a exposição aos raios UV em terapia para vitiligo, reduzindo assim o risco de desenvolver câncer de pele (MISHRA et al.,2011).

Estudo realizado por Vinod et al. (2010) em ratos conclui que a piperina em creme tópico é eficaz na repigmentação. A exposição a radiação acelera o processo de repigmentação, porém de forma mais irregular.

Piperina e repigmentação

Fonte: Vinod et al. ,2010

 Eficácia e segurança nos distúrbios da hipopigmentação

Um estudo foi conduzido por Menchini et al. (2010), na Itália , durante 6 meses, com 75 pacientes de 18 à 53 anos, afetados por vitiligo com extensões variáveis entre 5% e 35% da superfície total da pele. A avaliação considerou 2 grupos de pacientes:

  • Grupo A (32 pacientes): Receberam creme com piperina + 3 sessões semanais (UVB 311nm) de fototerapia.
  • Grupo B (43 pacientes): Receberam somente creme com piperina.

Resultados

No grupo A, 80% dos pacientes tiveram de 76% a 100% de repigmentação. No grupo B, 52,4% dos pacientes tiveram de 76% a 100% de repigmentação.

Mais de metade dos pacientes do grupo A mostrou sinais de repigmentação a partir do primeiro mês, enquanto que, no grupo B este percentual foi alcançado entre o segundo e terceiro mês. Apenas um paciente, pertencente ao grupo B, apresentou repigmentação menor do que 25%. O percentual de repigmentação obtido permaneceu estável mesmo depois de 3 e 6 meses após o final do protocolo.

Pigmerise 1Pigmerise 2

Fonte: Menchini et al., 2010

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Fórmulas: Clique aqui

Conforme a RDC23/2008, art. 36 – Para a divulgação de informações sobre medicamentos manipulados é facultado às farmácias o direito de fornecer, exclusivamente aos profissionais habilitados a prescrever.

Para acessar as fórmulas é necessário logar

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