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A microbiota do ser humano

Fonte: RAY, 2012.

Fonte: RAY, 2012.

A frase “nenhum homem é uma ilha”, escrita por Jonh Donne, esta certa de uma maneira muito singular, nós nunca estamos sozinhos, estamos sempre acompanhados por um número surpreendente de microrganismos que colonizam as superfícies do nosso corpo e mucosa (LOBO et al.,2016).

Apesar do ponto de vista antropocêntrico, que garante que somos organismos altamente evoluídos e autossuficientes, pesquisas com animais livres de microrganismos conta uma história diferente. Os microrganismos são fundamentais em cada etapa da nossa vida, e sem eles não seriamos capazes de sobreviver neste mundo (LOBO et al.,2016).

Lactobacillus gasseri – Novo conceito para perda de peso

A obesidade está associada a alteração na microbiota intestinal. Diferentes espécies de lactobacillus estão associados a diferentes efeitos nas mudanças de peso. Vários estudiosos mostraram que o L. gasseri está associado com a perda de peso, comprovado por estudos realizados em humanos e animais (MILLION et al., 2012). O uso do Bifidobacterium ssp. foi  correlacionado com a melhora na tolerância glicose, na secreção de insulina induzida por glicose, e normaliza a inflamação (diminui a endotoxemia, citocinas pró-inflamatórias no plasma e no tecido adiposo) (CANI et al., 2007). Outro probiótico estudado é o L. plantarum que mostra redução da massa gorda, pela modulação da adipogênese em preadipócitos em maturação (PARK et al., 2011).

Influência da microbiota intestinal no desenvolvimento da obesidade

O filo bacteriano presente (composto por milhares de gêneros e espécies bacterianas) no corpo humano, inclui Actinobacteria, Bacteroidetes, Firmicutes e Proteobacteria (Tabela 1) (COREEN; JAMES, 2012).

 

Modulação da microbiota intestinal e seus efeitos na acne inflamatória

A dieta e seus efeitos na microbiota intestinal

Nutrientes como as vitaminas, amino ácidos e uma dieta de fibras que são consumidos pelo homem, são assimilados e convertidos em outros metabólitos pela microbiota intestinal. Muitos produtos destas conversões bioquímicas, como ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), aminas biogênicas (como a histamina) e outros metabólitos derivados de amino ácidos como a serotonina ou o acido gama-aminobutírico (GABA), podem ser biologicamente ativados na saúde e em estados de doença. A produção destes componentes podem também induzir mudanças na composição microbiana. Uma dieta de carboidratos não digerida pode ser fermentada no lúmen intestinal, resultando na produção de AGCC como acetato, propionato e butirato. AGCC metabolicamente ativos envolvem em muitos processos biológicos promovendo fonte de energia metabólica para as células epiteliais humanas do cólon. Além disso, a fermentação de carboidratos probióticos como a inulina e fruto-oligossacarídeos induzem a proliferação de microbiomas benéficos (como Bifidobacterium spp. e o Lactobacillus spp.) no trato gastrointestinal (PENDYALA, et al., 2012).

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